O espírito da juventude no Cine CCBEU

5 07 2010

Cine CCBEU apresenta

Clube dos Cinco, de John Hughes (filme da plateia)

Poucos artistas conseguiram enxergar dentro da alma dos jovens como o americano John Hugues. Suas obras eram tratados líricos sobre a liberdade, o amor e a masturbação; sobre o eterno conflito entre pais e filhos; sobre a descoberta da vida no coração oprimido dos lares e escolas americanos.

Tamanha era a ressonância do seu trabalho que seus filmes eram aguardados e devorados como um disco novo da banda preferida por milhões de jovens pelo mundo.

O lugar de Hughes na indústria cinematográfica é inquestionável. Mas mais importante que isso é o seu papel para a arte: seus filmes revelam o trabalho de um cineasta rigoroso, sensível e extremamente apaixonado pelas imagens que captura.

O maior exemplo dessa inventividade está no clássico “Clube dos Cinco”, no qual o confinamento espaço-temporal representa a ampliação dos potenciais imagéticos da obra, como no cinema de Sidney Lumet.

O drama e a aventura dos cinco jovens na detenção tem tanta humanidade em cada fotograma que é impossível não se assombrar com a sua grandeza.

Miguel Haoni (APJCC – 2010)

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Espaço de exibição de grandes obras da cinematografia mundial e fórum regular de debates sobre arte, cultura e cinema, o Cine CCBEU acontece numa parceria entre Centro Cultural Brasil Estados Unidos, Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) e Cineclube Amazonas Douro.

O cineclube funciona quinzenalmente às quintas-feiras, a partir das 18:30. Ainda em julho, no dia 22, será exibido “Ivan O Terrível”, de Sergei Eisenstein.

Sempre com entrada franca!

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Serviço:

08 de julho (quinta-feira) às 18:30

no Cineteatro do CCBEU (Padre Eutíquio, 1309)

Entrada Franca

Realização: CCBEU

Parceria: APJCC

Apoio: Cineclube Amazonas Douro

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Mais informações:

Comunidade e Perfil do Cine CCBEU

E-mail: cineccbeu@gmail.com

Contato: (91) 88131891

Twitter da APJCC

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Programação de julho do Cine CCBEU

28 06 2010

“Clube dos Cinco”, de John Hugues

08 de julho (Filme da platéia)

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“Ivan, O Terrível”, de Sergei Eisenstein

22 de julho

Serviço:

Sessões quinzenais às quintas-feiras

sempre às 18h30

No Cine-teatro do CCBEU (Tv. Padre Eutíquio, 1309)

ENTRADA FRANCA

Realização: CCBEU

Parceria: APJCC

Apoio: Cineclube Amazonas Douro

Mais informações:

Comunidade e Perfil
E-mail: cineccbeu@gmail.com

Contato: (91) 88131891




A poética das imagens em “A Vila”

26 02 2010

Cine CCBEU apresenta:

A Vila, de M. Night Shyamalan.

M. Night Shyamalan registra o cinema contemporâneo com obras que primordialmente derrubam ‘roteirices’. Caiu no gosto do público com a trama de um garotinho que fazia pipi porque via pessoas mortas. Em “O Sexto Sentido”, já era notável sua habilidade para criar imagens consistentes. O roteiro na sétima-arte destaca o ponto de partida. O cineasta deve em sua operação esfregar na tela e no rosto do público que as imagens por si só falam, gritam. Shyamalan é um modulador de formas, assim como era Alfred Hitchcock. E cinema é forma desbotando o conteúdo. Em “A Vila”, Shyamalan cria uma obra perturbadora, que assusta pela grandeza de percepção cinematográfica. Existe uma trama, em um vilarejo no século XIX, amor, família, religião, ingredientes que a maioria dos filmes apresentam. Mas é apenas um dispositivo que faz do filme “A Vila” ser uma das obras mais interessantes dos últimos tempos; a condução imagética de quem o fez.

Aerton Martins (APJCC – 2010)

Serviço:
04 de março (quinta-feira) às 18:30
no Cineteatro do CCBEU (Padre Eutíquio, 1309)
ENTRADA FRANCA

Realização: CCBEU
Parceria: APJCC
Apoio: Cineclube Amazonas Douro





Programação de março do Cine CCBEU

22 02 2010

Em março, o Cine CCBEU exibe mais duas grandes obras do cinema.

“A Vila”, de M. Night Shyamalan, com os comentários de Aerton Martins (APJCC) é a atração do dia 04.

No dia 18, tem “A hora do lobo”, do sueco Ingmar Bergman.

O Cine CCBEU acontece quinzenalmente às quintas-feiras no Cineteatro do CCBEU (Padre Eutíquio, 1309). Sempre às 18h30 e com entrada franca. Prestigie!





A Vida Marinha com Steve Zissou na tela do Cine CCBEU

30 01 2010

Cine CCBEU apresenta:

A Vida Marinha com Steve Zissou, de Wes Anderson

Sinopse:

Steve Zissou (Bill Murray) é um lendário explorador subaquático, famoso pelos seus rompantes de temperamento e também pelos documentários que faz sobre a vida no fundo dos oceanos. Entretanto os últimos dias não têm sido felizes para Zissou. Esteban (Seymour Cassel), seu melhor amigo e parceiro de longa data, foi recentemente devorado por um tubarão-jaguar. Além disto Zissou precisa lidar com os boatos de que está perdendo seu talento, sem contar o súbito aparecimento de Ned Plimpton (Owen Wilson), um co-piloto que diz ser seu filho nunca visto. Em meio a todos estes problemas Zissou se prepara para realizar seu maior épico cinematográfico, que permitirá que recupere sua nobreza, seja o pai que nunca imaginou poder ser e ainda por cima se vingue do tubarão-jaguar.

Sobre o filme:

Steve Zissou é o espécime perfeito da ecologia de Wes Anderson: um adulto concebido por uma criança. Suas atitudes e reações misturam cansaço e graça infantil e, através do talento de Bill Murray, conduzem o espectador no universo agridoce do filme.
O universo de “Vida Marinha com Steve Zissou” é o da artificialidade: neste mundo documentários científico-educativos estreiam em grandes festivais de cinema e alcançam sucesso estrondoso de público enquanto a estranha fauna ultra-marina é representada no lirismo da animação em stop-motion.
Como sempre Anderson consegue aliar tal fantasia aos dramas existenciais de maneira rigorosa, dando aos seus personagens a dose de inocência e humor necessária para encarar a aventura diária de ser exatamente quem são.

Miguel Haoni (APJCC – 2010)


Serviço:

A Vida Marinha com Steve Zissou, de Wes Anderson

04 de fevereiro (quinta-feira)
às 18:30
no Cineteatro do CCBEU (Padre Eutíquio, 1309)

Realização: CCBEU
Parceria: APJCC
Apoio: Cineclube Amazonas Douro





Nesta quinta, tem mais Wes Anderson no Cine CCBEU

18 01 2010

Cine CCBEU apresenta:

Os excêntricos Tenenbaums, de Wes Anderson

Sinopse:

Royal Tenenbaum (Gene Hackman) e sua esposa Etheline Tenenbaum (Anjelica Huston) tiveram três filhos, Chas (Ben Stiller), Margot (Gwyneth Paltrow) e Richie (Luke Wilson), e logo depois resolveram se separar. Com o passar dos anos cada um dos filhos demonstrou talentos diferentes, tornando-se todos bem-sucedidos. Chas logo em sua adolescência resolveu investir em bens, demonstrando um dom natural para finanças, enquanto que Margot se tornou uma escritora de sucesso e Richie um tenista profissional de sucesso. Mas toda a história de sucesso dos três jovens Tenenbaums é esquecida quando seu pai resolve reatar os antigos laços e lutar pelo amor de Etheline, que está prestes a se casar com seu contador, Henry Sherman (Danny Glover).

Sobre o filme:

“Os Excêntricos Tenenbaums” representa na obra de Wes Anderson certa radicalização em suas propostas estético-dramáticas. No filme as tragédias reais de uma família fabulosa são encenadas, num espetáculo obtuso, por homens-crianças em uniformes de super-heróis. Na aparente inverossimilhança generalizada esconde-se, entretanto, o mistério humano: cada fala e ação dos personagens destila uma verdade incontornável mesmo que disfarçada de insignificância.

Tal experimento dramático é impresso numa miscelânea de travellings, panorâmicas, câmeras lentas e elipses que não reforçam os sentidos da trama mas sim representam a própria trama. No cinema de Anderson a ação só ocorre para o enquadramento e é no retângulo da tela que seu universo se move e seus personagens se animam, numa coreografia cinematográfica perfeita.

Miguel Haoni (APJCC – 2010)

Serviço:
Dia 21/12 (quinta)
às 18:30 h
No Cineteatro do CCBEU
(Padre Eutíquio, 1309)
ENTRADA FRANCA

Realização: CCBEU
Parceria: APJCC
Apoio: Cineclube Amazonas Douro

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Acompanhe o restante da programação do ciclo

The Magnificent Andersons – Chapter Two: Wes Anderson:

04/02 – Vida Marinha com Steve Zissou

18/02 – Projeto Darjeeling

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Novo e-mail do Cine CCBEU: cineccbeu@gmail.com





Wes Anderson no Cine CCBEU

2 01 2010

Cine CCBEU apresenta o ciclo:

The Magnificent Andersons – Chapter Two: Wes Anderson

Nenhuma ação humana é tão sagrada quanto o ato criador. A mão que escreve, o ouvido que compõe e o olho que pinta conduzem o artífice na divina aventura de criar outro universo que ,como diria o bíblico André Bazin, é “feito à imagem do nosso”. No século do cinema muitos foram aqueles que dedicaram suas vidas a dar asas a suas quimeras gerando em seus ventres a fantasia que justificava a realidade. Esta tradição fílmica iniciada no lunático Georges Méliès atravessa o tempo e atinge como um foguete o jovem cineasta americano Wes Anderson.

Seu cinema é o da criação livre, do mundo fabricado. Entretanto, tão certo quanto o fato do cinema mentir 24 vezes por segundo, é certo também que essa mentira é em função da verdade. Wes Anderson gera em seu ventre uma nova espécie que é exatamente igual à antiga. Em seus filmes a contenção dramática recupera o mistério da “L’avventura” existencial, num sentir/mostrar que redimensiona seus caricatos personagens promovendo em meio ao caos a reconciliação cósmica.

A incomunicabilidade em excêntricas famílias milionárias é a engrenagem motriz na coreografia dramática do diretor. Somada ao décor pós-moderno, a mise-èn-scéne do constrangimento e a trilha pop underground que por sua vez encontram a razão última no rigor ortogonal dos travellings, zooms e panorâmicas de Anderson. Pois é exatamente em virtude do rigor estilístico e seu conseqüente refinamento poético que podemos apontar este cinema como superior ao de seus pais e filhos na família indie.

O segredo de Wes Anderson entretanto é conceber suas gags como as tiras em quadrinhos de Charles Schulz, recheando seus planos de uma inocência bizarra que transcende a condição dos personagens em ícones de um tempo que não se reconhece como nosso mas que povoa o inconsciente de nossos poemas de MSN.

Miguel Haoni (APJCC – 2010)

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Assista na primeira sessão, dia 07/01:

Rushmore

Max Fischer, o protagonista de “ Rushmore” é, apesar de todas as referências , o pseudo alter ego do próprio Wes Anderson. O perfeccionismo do personagem, a referencia teatral até a arrogância, tudo isso se apresenta na direção. Wes Anderson e seus planos milimetricamente “estilosos” com uma composição beirando a obsessão, mostrando desde já a sua megalomania minimalista que viria pela frente, estabelecendo o seu cinema, que se constrói com grandes bases, mas, mostrando toda uma singularidade.
Vendo “Harold & Maude” (1971- Hal Ashby), conseguimos entender as referencias musicais feitas em “Rushmore”. A produção musical impecável consegue captar a mesma atmosfera do filme genial de Hal Ashby, unindo-se com a edição e decupagem fazendo uma perfeita simbiose entre musica e imagem. As duas mostrando e conduzido o ritmo do filme com todo o seu rigor de estilo.
Wes Anderson teve outra grande, talvez maior, influencia, que foi “The Graduate”( Mike Nichols): a grande ligação ao teatro, como conseguimos ver presente mais do que nunca nesse cinema. Outras grandes influências são “Le soufle Au Coeur” (1971- Louis Malle), “A Charlie Brown Christmas”-(1965- Bill Melendez), este ultimo que foi a fonte de expiração para alguns personagens como seu pai e a professora primaria, e ainda diálogos de Cassavetes e Godard que contaram muito em toda a obra deste diretor. E apesar de inúmeras referencias o cinema de Wes Anderson consegue ter um caráter autoral imenso.
A apoteose de toda a sua obra ainda não é “Rushmore”, mas, mostrar a que veio dessa maneira, com essa construção, esses planos sempre trabalhados até o ínfimo detalhe, cuja composição inovadora e irreverente mostra seu vanguardismo positivo. Ele é o contemporâneo dos contemporâneos por associar sua obra com a nossa linguagem estilística visual atual. Fazendo assim o cinema que explode com cores na nossa cara, uma obra tragicômica onde a delicada doçura se mistura com momentos de frieza britânica.

Luah Sampaio
(APJCC – 2010)

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Acompanhe o restante da programação:

21/01 – Os Excêntricos Tenenbaums

04/02 – Vida Marinha com Steve Zissou

18/02 – Projeto Darjeeling

Serviço:

Quinzenalmente às quintas-feiras

às 18:30

no Cineteatro do CCBEU (Padre Eutíquio, 1306)

ENTRADA FRANCA

Realização: CCBEU

Parceria: APJCC

Apoio: Cineclube Amazonas Douro

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Novo email do Cine CCBEU: cineccbeu@gmail.com

“Rushmore” é a estória de um adolescente surdo e rebelde chamado Max Fischer (Jason Schwartzman) que estuda na Rushmore Acadeny, um colégio de elite. Ele é editor do jornal da escola, capitão do time e um dos piores estudantes de todos o colégio ? a ameaça de expulsão é uma constante em sua vida. O mundo de Max é virado do avesso, quando ele se apaixona pela elegante professora do primeiro ano primário, Miss Cross (Olívia Williams) e planeja construir um aquário em homenagem a sua nova musa. De repente, ele percebe que tem um grande rival na competição pelo amor de Miss Cross, um magnata do aço, Mr. Blume (Bill Murray) que é pai de dois de seus colegas.