Novo blog da APJCC

8 07 2010

Caros leitores e fãs do cinema, o blog da APJCC mudou. Deixamos a plataforma WordPress e migramos para o Blogspot. A partir de agora, vocês acompanham neste endereço as atividades da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema.

Todo o conteúdo postado aqui continua acessível no novo blog, que traz ainda algumas seções a mais, como os últimos Tweets da APJCC (Sigam-nos!) e uma sistematização da produção textual feita pela Associação nesses quase três anos de atividade (em processo de constante atualização).

Agradecemos a quem acompanha as atividades por aqui e convidamos a continuar nos acompanhando no novo endereço. Pedimos também que não sejam mais feitos comentários aqui, porque há o grande risco de que, infelizmente, eles não sejam lidos.

Abraços cinéfilos,

APJCC.





APJCC discute animação em Macapá

8 07 2010

Hoje acontece pela primeira vez uma ação da APJCC fora do Estado do Pará. Dentro do Festival Quebramar será exibido a maior animação desta década. A intenção é discutir essa arte como autônoma, através de suas obras-primas. Felipe Cruz é quem assina a curadoria, apresentando para a sua cidade do coração – Macapá – o que seu coração aprendeu na cidade onde vive atualmente.

Ratatouille. Brad Bird. Pixar. 2007.

O que é a arte? O que é o artista? O que torna a expressão artística algo capaz de produzir tanta fascinação naqueles que se entregam a sua apreciação?

Essas são perguntas que atravessaram os séculos da história humana e para as quais, felizmente, nunca encontramos respostas – nos restando sempre o prazer inestimável da pergunta; e uma das mais belas perguntas já postuladas a respeito do que vem a ser a arte e o que vem a fazer um verdadeiro artista é a animação Ratatouille, de Brad Bird.

Refletindo a respeito da afirmação do chef Gusteau de que “qualquer um pode cozinhar”, esta obra-prima dos estúdios Pixar é um hino de amor à arte e à possibilidade sempre renovadora que ela possui de surgir nos mais improváveis lugares.

É, pois, com esta grande obra que a APJCC marca sua primeira exibição na cidade de Macapá, com a mais honesta crença de que o Cine Clube é o espaço sagrado onde o verdadeiro debate sobre as obras áudio-visuais deve ocorrer com a liberdade própria do diálogo que se pretende construção,  promovendo o que sempre foi mais caro a esta associação de jovens críticos: a oportunidade que toda a grande obra de arte merece ter de ser vista com respeito e defendida com amor.

Felipe Cruz (APJCC)

SERVIÇO:

8 de julho (quinta-feira)

às 14:00

na Fortaleza de São José de Macapá

Entrada franca!





O espírito da juventude no Cine CCBEU

5 07 2010

Cine CCBEU apresenta

Clube dos Cinco, de John Hughes (filme da plateia)

Poucos artistas conseguiram enxergar dentro da alma dos jovens como o americano John Hugues. Suas obras eram tratados líricos sobre a liberdade, o amor e a masturbação; sobre o eterno conflito entre pais e filhos; sobre a descoberta da vida no coração oprimido dos lares e escolas americanos.

Tamanha era a ressonância do seu trabalho que seus filmes eram aguardados e devorados como um disco novo da banda preferida por milhões de jovens pelo mundo.

O lugar de Hughes na indústria cinematográfica é inquestionável. Mas mais importante que isso é o seu papel para a arte: seus filmes revelam o trabalho de um cineasta rigoroso, sensível e extremamente apaixonado pelas imagens que captura.

O maior exemplo dessa inventividade está no clássico “Clube dos Cinco”, no qual o confinamento espaço-temporal representa a ampliação dos potenciais imagéticos da obra, como no cinema de Sidney Lumet.

O drama e a aventura dos cinco jovens na detenção tem tanta humanidade em cada fotograma que é impossível não se assombrar com a sua grandeza.

Miguel Haoni (APJCC – 2010)

* * *

Espaço de exibição de grandes obras da cinematografia mundial e fórum regular de debates sobre arte, cultura e cinema, o Cine CCBEU acontece numa parceria entre Centro Cultural Brasil Estados Unidos, Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) e Cineclube Amazonas Douro.

O cineclube funciona quinzenalmente às quintas-feiras, a partir das 18:30. Ainda em julho, no dia 22, será exibido “Ivan O Terrível”, de Sergei Eisenstein.

Sempre com entrada franca!

* * *

Serviço:

08 de julho (quinta-feira) às 18:30

no Cineteatro do CCBEU (Padre Eutíquio, 1309)

Entrada Franca

Realização: CCBEU

Parceria: APJCC

Apoio: Cineclube Amazonas Douro

* * *

Mais informações:

Comunidade e Perfil do Cine CCBEU

E-mail: cineccbeu@gmail.com

Contato: (91) 88131891

Twitter da APJCC





Programação de julho do Cine CCBEU

28 06 2010

“Clube dos Cinco”, de John Hugues

08 de julho (Filme da platéia)

* * *

“Ivan, O Terrível”, de Sergei Eisenstein

22 de julho

Serviço:

Sessões quinzenais às quintas-feiras

sempre às 18h30

No Cine-teatro do CCBEU (Tv. Padre Eutíquio, 1309)

ENTRADA FRANCA

Realização: CCBEU

Parceria: APJCC

Apoio: Cineclube Amazonas Douro

Mais informações:

Comunidade e Perfil
E-mail: cineccbeu@gmail.com

Contato: (91) 88131891




O frenesi de Alfred Hitchcock em Icoaraci

19 06 2010

COISAS DE CINEMA APRESENTA


Frenesi”. Diretor: Alfred Hitchcock. Ano: 1972. . Duração: 115min. Data: 23.06.2010. Quarta-feira. Às 19h30. Local: Espaço Cultural Coisas de Negro.Parceria: Espaço Cultural Coisas de Negro e APJCC (Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema). Entrada franca

Sinopse

Um Criminoso sexual, conhecido como o “Assassino da Gravata”, deixa a polícia de Londres em estado de alerta. Todas as pistas incriminam um inocente, que vai ter que fugir da lei para provar que não é o culpado, tentando encontrar o verdadeiro assassino.

Notas

Alfred Hitchcock começou a fazer filmes cedo. Seu gênio nunca foi superado por nenhum outro cineasta. Tinha uma percepção fora dos padrões. Levava para o set de filmagens o filme todo estruturado. O cameraman de “Janela Indiscreta” ficou assustado com as palavras de seu patrão: “eu não preciso ver como ficou a cena, já está tudo na minha cabeça”. Hitch tomou gosto pelas produções expressionistas quando trabalhava como “legendador” de filmes mudos. Encheu seu bolso muito rápido. O diretor britânico mais bem pago de sua época. Apesar de grandes filmes na Inglaterra, no começo de sua carreira, “39 Degraus” e “Blackmail”, foi em Hollywood que o gordinho pôde experimentar. Tamanha filmografia do diretor que outras obras, não menos importantes, foram despejadas na vala do desprezo por parte do público ou caíram no esquecimento. “Frenesi” faz parte dessa lista e nada melhor que abraçar uma das grandes pérolas da sétima-arte. O diretor retorna a Londres depois de 30 anos afastado. O humor frequente de Hitchcock é visto nos primeiros minutos: uma mulher nua, morta à beira do rio, e um político levantando  discurso sobre a poluição. Hitchcock era mestre em destruir suas personagens e ‘manipular’ o gosto do público, a cena onde o assassino se atrapalha em um caminhão de batatas é de lamber os beiços. Seco, direto, sem ladainhas e isento de frouxuras no roteiro. “Frenesi” finca o refinamento fílmico de um Deus do cinema.

Aerton Martins (APJCC)

Serviço: Coisas de Cinema apresenta “Frenesi”, de Alfred Hitchcock.

Data: 23 de junho (quarta-feira) Horário: 19h30

Local: Espaço Cultural Coisas de Negro – Av. Lopo de Castro (antiga Cristovão Colombo), 1081/ Icoaraci

Realização: Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) e Espaço Cultural Coisas de Negro

Entrada Franca





Poesia e paisagem do INOVACINE em Altamira

16 06 2010

(Notícia publicada em: http://www.fapespa.pa.gov.br/?q=node/1459)

Chega ao fim a primeira fase do projeto de itinerância iniciado pelo INOVACINE em fevereiro de 2010. Respectivamente Santarém, Soure, Bragança e Marabá receberam a oficinas de formação e mostras cineclubistas.  Agora é a a vez de Altamira.

Fecham-se também as mostras itinerantes “Glauber Rocha” – com o marginalíssimo “Câncer”, filmado em 4 dias e montado em 4 anos -, e “Cinema Paraense”, com a paisagem amazônica artisticamente revelada pelos curtas dos cineastas paraenses Chico Carneiro (“Balsa boieira”)  e Fabio Hassegawa (“Shagrilá”).

Miguel Haoni, da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema, entidade parceira da Fapespa na execução do INOVACINE, explica que Glauber abre e o cinema paraense fecha cada uma das sessões cineclubistas que são realizadas durante cinco noites nos espaços por onde o INOVACINE passa – e deixa fortes pegadas.

“A última grande emoção que eu tive foi durante a exibição no Ver-o-Peso (4 de junho), dia do meu aniversário, eu não poderia ter recebido presente melhor do que aquele monte de gente se vendo no seu espaço”, comenta Miguel Haoni, que pretende fazer mais sessões no mercado.

O momento agora, entretanto, é de arrumar as coisas para mais uma viagem, a última desse semestre. Mateus Moura (APJCC) tem grandes expectativas de Altamira. Ele diz que, além de Glauber e do cinema paraense, as sessões em Altamira também trazem o espírito clássico de Howard Hawks (“Rio vermelho”), a poesia vanguardista de Jean Cocteau (“Sangue de um poeta”), a alma experimental de Apichatpong Weerasethakul (“Mal dos trópicos”).

“Todas as cidades pelas quais o INOVACINE passou foram impressionantes nos resultados, a troca de sabedorias é muito rica nesses encontros, esperamos que seja assim sempre”, afirma.

Grandes momentos foram marcos no caminho que o INOVACINE fez em 2010.  Altamira não será diferente. O coordenador do projeto, Francisco Weyl, informa que o segundo semestre promete.

“Depois de Altamira, em julho (de 1 a 4), o INOVACINE faz ação no Ponto de Cultura Cruzeirinho (Soure), e inaugura o BRAGACINE (dia 16). Em agosto, retoma as sessões cineclubistas quinzenais em Belém (parceria com o IPHAN). A partir desse mês até o final do ano, estão planejadas ações no  interior (parceria com o CINE+Cultura/SECULT). Em setembro, no Seminário Cinema e Cineclubismo na Amazônia, que terá a presença de realizadores e pensadores, o INOVACINE lança um Catálogo e inaugura o NAVEGACINE, que será uma espécie de portal do cinema independente na internet”, informa.

SERVIÇO – Oficina de formação e sessões cineclubistas. Altamira. De 21 a 25 de junho. Irmãos La Sales (8H às 12H). UFPa (19H às 22H). Entrada franca. Contatos: Plácido Magalhães (93 – 9127 5413) / José Juciele (93 –  9171-0510) / Francisco Weyl (91 – 8114 8146)

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FONTE: Ascom/Fapespa





Cine UEPa homenageia Dennis Hopper

14 06 2010

Easy Rider. Dennis Hoper. 1969. cor. 95′.

Estereotipado, panfletário, exagerado… É fácil procurar defeitos em “Easy Rider”. O difícil pode ser encará-lo como o que realmente é: experimentação, improviso, amor – às Harleys, ao rock, ao espírito livre, à estrada. Easy riders não são apenas Wyatt, Billy, George. Também o são Peter Fonda e Dennis Hopper. A mesma liberdade que os dois motoqueiros a caminho do Mardi Gras, sem saber, procuram é a que Dennis Hopper, de forma quase intuitiva (e talvez, por isso, mais genuína) imprime nos fotogramas do seu primeiro filme e desde já sua obra máxima como diretor. E o registro não é complacente: captura as contradições e intolerâncias do sistema, mas também a falta de rumo e consistência daqueles que propõem ser a alternativa. Estão todos no mesmo barco, afinal, neste fim dos anos 1960: perdidos, sem destino. Easy Rider pode não ser uma obra-prima no sentido de ser irretocável. De fato, nunca almejou a isso. Mais uma vez, aqui não importa muito onde se chega, o interessante é o que a viagem pode proporcionar. Até porque, neste mundo parece que nunca se chega, de fato, a lugar algum. Uma frase na parede de um bordel perturba Wyatt: “a morte apenas encerra a reputação de um homem e determina se ela é boa ou ruim”. Mas quem disse que Dennis Hopper está preocupado com reputações?

Juliana Maués (APJCC – 2010)

SERVIÇO:

16 de junho (quarta-feira)
às 19 horas
no Old School Rock Bar
(Participação especial: DJ’s Pogobol)
ENTRADA FRANCA

Realização: Cine UEPa
Parceria: Old School Rock Bar
Apoio: APJCC, Coletivo Pogobol de dj’s, Cine CCBEU e INOVACINE